08/11/2013

Foucault para todos



Michel Foucault é conhecido pelas suas críticas às instituições sociais, especialmente à psiquiatria, à Medicina, às prisões e, por suas ideias e da evolução da História da Sexualidade, as teorias gerais relativas à energia e à complexa relação entre poder e conhecimento, bem como para estudar a expressão do discurso em relação à História do pensamento ocidental. Nesse site do grupo de estudos foucaultianos, todos os livros do filósofo francês estão disponibilizados para download gratuito, assim como livros de comentadores e leituras introdutórias."

http://geffoucault.blogspot.com.br/p/livros-para-download.html

05/11/2013

Isso foi no Brasil


Romaria ao Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, Crato-CE. Ali, em 1937, ocorreu o primeiro registro de bombardeio militar a civis pela FAB no Brasil. Realizaram-se ataques aéreos e terrestres pela FAB, Exército e PM do CE a uma comunidade acusada de comunista apenas por produzir e dividir coletivamente algodão, frutas diversas, ferramentas, etc. Os registros oficiais apontam apenas 400 mortos, mas calcula-se que foram mais de 1000, muitos decapitados ainda vivos. Como os viventes da comunidade usavam preto em luto pela morte de Pe. Cícero Romão Batista, vários outros moradores da Chapada do Araripe foram confundidos e mortos. O beato Zé Lourenço, fundador da comunidade, conseguiu escapar junto a um mísero grupo e morreu anos depois em Pernambuco, vítima de peste bubônica. Atualmente, 47 famílias revivem o sonho coletivo de produção num sítio a 37 km do centro do Crato. No local encontram-se 47 casas, sendo que 44 de alvenaria e uma escola. As famílias residentes mantém uma horticultura orgânica e uma lavoura para abastecimento próprio.

13/12/2012

Execução


Tropas da SS na frente russa. Essa foto foi enviada para a Alemanha, mas interceptada pela guerrilha polonesa em Varsóvia. No seu verso encontrava-se a inscrição: "Ukraine 1942, Jewish Action - Operation: Ivangorod."

03/12/2012

A História de Elza



Elvira Cupelo, codinome Elza. Presa em 1936, meses após a Intentona, foi posta em liberdade e sobre ela caiu a suspeita de haver delatado dirigentes comunistas capturados. Ficou em "prisão domiciliar" decidida pelo PCB; tribunal constituído pelo partido decidiu sobre sua morte, mesmo sem comprovação de que pudesse ter denunciado ou soubesse dos locais onde outros dirigentes estavam escondidos. Como o justiçamento não era executado, Prestes em um bilhete de próprio punho exigiu o cumprimento da "pena", em seguida executada de forma bárbara, por estrangulamento com fio, tendo seu corpo sido partido e enterrado no quintal da casa onde estava.

Recomendação do dia: O livro "Elza, a garota", de Sérgio Ricado, Ed.Nova Fronteira, um livro indispensável para quem não conhece a tragédia da garota Elza e para quem a conhecia apenas de ouvir falar.

18/11/2012

Greve na Fábricada Citroen - 1938 - França


Em março de 1938, o fotógrafo Willy Ronis foi cobrir uma greve na fabrica da Citroën-Javel para a revista "Regards". De volta à sua casa, fez uma rápida seleção das fotografias e as enviou para a revista, deixando de lado a imagem publicada acima. Somente em 1980 Willy Ronis, revendo todos os seus negativos, redescobriu esta foto e decidiu publicá-la no jornal l'Humanité. Alguns dias depois, Willy recebeu uma carta de Rose Zehner, que se reconheceu na fotografia. Assim começou uma troca de correspondências entre eles. Rose, que ficou órfã aos 9 anos de idade, tornou-se operária e sindicalista ainda muito jovem, onde era conhecida como “o lobo branco”. Em 1982, quarenta e quatro anos depois, foi organizado e filmado o encontro entre os dois num antigo bistrô próximo à fabrica.

10/07/2012

A Guilhotina Inglesa


Ao contrário do que se pensa, a guilhotina já existia antes da Revolução Francesa. No século XVI, em Halifax - Inglaterra, foi criada a chamada "máquina de decapitar", como uma alternativa à execução pela espada ou pelo machado. A decapitação era uma punição bastante comum na Inglaterra, mas o caso de Halifax parece ter sido único devido à utilização dessa máquina até meados do século XVII, executando ladrões que fossem presos por roubo de mercadorias que valessem mais de 13 pences. Em 1650 a opinião pública considerou a decapitação uma punição excessivamente severa para pequenos furtos e a estrutura foi desmontada. A base da pedra foi redescoberta na década de 70 e uma réplica não funcional erguida no local. Os nomes de 52 pessoas que se sabe terem sido decapitadas pelo dispositivo estão listadas em uma placa nas proximidades.

21/04/2012

A Muralha de Adriano


O imperador Adriano visitou a Bretanha durante o verão de 122 de nossa era, após uma revolta ter eclodido no norte e o exército romano ter sofrido pesadas perdas para reprimi-la. Adriano decidiu, então, adotar uma solução radical: construir uma muralha para separar "os romanos dos bárbaros", o que de fato ocorreu, seccionando o norte da Inglaterra da Escócia. A muralha de Adriano tinha altura inicial de 3 a 5 metros. Para protegê-la, 14 fortes foram posicionados em toda sua extensão, além de 80 torres militares. Ao longo de uma linha de colinas e penhascos ligando o mar do Norte ao mar da Irlanda, de Newcastle a Carlisle, a muralha de Adriano, guardada por 18 mil homens, provou sua eficácia durante mais de três séculos. Assim foram repelidos os ataques dos "bárbaros" escoceses em 180, 196 e 197. No início do século V, o Império Romano em declínio negligenciou essa fronteira longínqua. Relegada ao abandono, a obra virou um gigantesco depósito onde as pessoas iam recolher pedras para a construir suas casas ou igrejas.


07/11/2011

A Praça Mauá






A Praça Mauá era de início um grande alagadiço - a Praia de Nossa Senhora, que depois ficou sendo conhecida como "Prainha" - o principal ancoradouro das embarcações que do fundo da Baía traziam alimentos para a cidade. A área circundante da Praça Mauá, ainda que muito descaracterizada devido às inúmeras interferências até em sua topografia, ainda assim guarda alguns poucos sítios históricos do século XVI. Atualmente apresenta uma curiosa mistura: de um lado um bairro de boates e inferninhos existentes graças à proximidade do porto do Rio de Janeiro e do outro, oferece o maravilhoso Mosteiro de São Bento, símbolo do Barroco e marco da ocupação da cidade. O nome da praça decorre de homenagem ao Barão de Mauá, ou Irineu Evangelista de Souza, o maior empresário brasileiro no tempo do Império. Aliás, no centro da praça, existe uma estátua do barão, que ali era proprietário de um trapiche (armazém) e de vários negócios ligados à área portuária. Um importante edifício da Praça Mauá, é o chamado edifício do jornal "A Noite", com vinte e dois andares e construído no final da década de 30, possuindo um estilo Art Déco com formas classicistas e simétricas, inspirado nos antigos prédios de Nova York. Este edifício era um dos pontos mais badalados da cidade, tornando-se o centro das atrações na época áurea do rádio quando lá passou a funcionar a Rádio Nacional a partir de 1936. Com o atual processo de revitalização, redefinição urbanística e reaproveitamento da antiga área portuária do Rio de Janeiro, a Praça Mauá entrará em evidência novamente pois, como parte desses esforços, será construído no Pier da Praça Mauá um Museu do Amanhã, ou Museu do Futuro, projeto do arquiteto e engenheiro espanhol, Santiago Calatravia.

02/11/2011

Banquete à moda brasileira


Foi o "costume bárbaro" que mais impressionou os europeus que aqui chegaram no século XVI... A morte ritualizada e a deglutição eucarística dos cativos representava o ponto culminante de uma cerimônia, cujo objetivo quase único era a vingança. A vítima era capturada no campo de batalha e pertencia àquele que primeiro a houvesse tocado; triunfalmente conduzida à aldeia do inimigo, era insultada por mulheres e crianças (tinha de gritar "eu, vossa comida, cheguei!"). Após essas agressões, porém, era bem tratada, podendo andar livremente - fugir era uma vergonha impensável. O cativo passava a usar uma corda presa ao pescoço: era o calendário que indicava o dia de sua execução - o qual podia prolongar-se por muitas luas (e até por vários anos). Na véspera da execução, ao amanhecer, o prisioneiro era banhado e depilado; mais tarde, o corpo da vítima era pintado de preto, untado com mel e recoberto com plumas e cascas de ovos, iniciando-se uma grande beberagem de cauim - um fermentado de mandioca. Na manhã seguinte, o carrasco avançava pelo pátio dançando e revirando os olhos. Parava em frente ao prisioneiro e perguntava: "Não pertences à nação nossa inimiga? Não mataste e devoraste nossos parentes?" Altiva, a vítima respondia: "Sim, sou muito valente, matei e devorei muitos." Replicava então o executor:"Agora estás em nosso poder, serás morto por mim e devorado por todos." Para a vítima esse era um momento glorioso, já que os índios brasileiros consideravam o estômago do inimigo a sepultura ideal. O carrasco desferia então um golpe de tacape na nuca; velhas recolhiam, numa cuia, o sangue e os miolos - o sangue deveria ser bebido ainda quente. A seguir o cadáver era assado e escaldado, para permitir a raspagem da pele, introduzindo-se um bastão no ânus para impedir a excreção. Os membros eram esquartejados e, depois de feita uma incisão na barriga, as crianças eram convidadas a devorar os intestinos. Língua e miolos eram destinados aos jovens; os adultos ficavam com a pele do crânio e as mulheres com os órgãos sexuais. As mães embebiam os bicos dos seios em sangue e amamentavam os bebês. Os ossos do morto eram preservados: o crânio, fincado em uma estaca, ficava exposto em frente à casa do vencedor; os dentes eram usados como colar e as tíbias tranformavam-se em flautas e apitos.

17/10/2011

Casamento Real


Em 1760, José II, filho mais velho da imperatriz austríaca Maria Teresa, protagonizou com uma princesa italiana, Isabel de Parma, o enlace matrimonial mais luxuoso de que se tem notícia. Celebrado em Viena e apesar de haver contado com um grande desfile de carruagens e um concerto, teve como principal destaque o banquete realizado após as bodas e que foi retratado por Martin van Meytens, pintor da corte. Na cabeceira da mesa encontram-se a imperatriz e seu marido Francisco; junto a eles estão os noivos e demais membros da família real, únicos que poderiam desfrutar das delícias preparadas. Sobre a mesa, se dispõe uma vasilha de ouro maciço, presente da família da noiva (nessas ocasiões mostravam-se porcelanas muito valiosas e decoradas, utilizadas apenas para exibição e não para consumo). O serviço de mesa não estava a cargo dos criados reais e sim de membros da alta nobreza, que consideravam uma honra trabalharem como garçons ou copeiros (vários deles usam vestidos negros, de tradição espanhola, contrastando com com a moda francesa dos demais). A refeição era feita acompanhada por músicos que interpretavam a "Tafelmusik", música de mesa, sendo que a apresentação de cada prato era anunciada por um repique de sinos. Finalmente, quanto à assistência, era livre; os banquetes eram cerimônias públicas às quais podiam assistir praticamente qualquer cidadão, contanto que se vestissem com elegância. Uns poucos guardas bastavam para manter a ordem.

21/09/2011

Mulheres de Roma: Messalina


Valéria Messalina, cujo nome transformou-se em sinônimo de "mulher lasciva e dissoluta em excesso", segundo definição do dicionário Aurélio, foi uma figura pérfida, capaz de grandes atrocidades. Quando morreu, aos 22 anos, tinha uma história abarrotada de escândalos marcados por sua ninfomania e obsessão pelo poder. Messalina nasceu em berço de ouro, no ano 24 da era cristã. Desfrutou de muitos privilégios e, na corte do imperador Calígula, fez sua escola em meio a um período da época romana marcada por derramamentos de sangue, numa atmosfera impregnada por perversões sexuais. Com 15 anos, Messalina conheceu Tibério Claudio Cesar, 35 anos mais velho e tio de Calígula. Era um homem sem prestígio e considerado apenas um aleijado disforme, apresentando sintomas de paralisia infantil. Proclamado imperador após a morte de Calígula, casou-se com Messalina: ele encantado com sua beleza e jovialidade, ela visando aliar-se a uma família poderosa. Já no começo do casamento, Messalina tinha uma espécie de time de amantes e sua vida desregrada era conhecida em toda Roma. Depois de diversos e rumorosos casos, apaixonou-se por um cônsul, Caio Cilio. Tendo contraído matrimônio com ele em uma cerimônia pública enquanto Claudio estava em Ostia (fontes divergem se antes teria havido o divórcio do imperador ou se sua intenção era usurpar o trono), Messalina estava ao lado da mãe escrevendo cartas de perdão ao imperador quando chegaram os guardas enviados para executá-la. Ainda tentou o suicídio cortando os pulsos com uma adaga, mas fracassou. Um centurião terminou o serviço apunhalando-a até a morte.

Recomendação do dia: O filme "Demetrius e os Gladiadores", onde Messalina é interpretada por Susan Hayward

27/07/2011

Guernica


Durante a Guerra Civil Espanhola, na tarde de 26 de abril de 1937, quarenta e cinco bombardeiros e caças da Legião Condor (composta por aviões italianos e alemães), atacaram a localidade de Guernica, passagem obrigatória das forças republicanas em retirada, mas com objetivos militares de pouca importância (apenas uma ponte, a estação ferroviária e uma pequena fábrica de armas leves). Técnicas de bombardeios de precisão ainda não eram dominadas e, como os aviões lançaram as bombas de grande altura, o povoado foi atingido, provocando um enorme incêndio que matou cerca de 300 pessoas e deixou um número ainda maior de feridos. A destruição da pequena cidade pôs a opinião pública internacional contra os franquistas. Formou-se uma comissão em Londres para investigar as responsabilidades e, em Berlim, o líder da Legião Condor negou ter atacado a cidade. O SIPM (serviço secreto de Franco) divulgou a versão de que a cidade havia sido dinamitada pelos próprios republicanos, apresentando inclusive os testemunho de prisioneiros. A comissão britânica aceitou esses testemunhos e afirmou que 71% das habitações haviam sido destruídas por incêndios gerados pelos republicanos e essa versão foi alardeada pela propaganda franquista para negar o famoso bombardeio. A utilidade dos serviços secretos, nesse caso, foi demonstrada à perfeição.

Recomendação do dia: Aprecie em 3D a obra-prima de Picasso sobre Guernica em http://www.youtube.com/watch?v=eKVCov-XFXw

30/06/2011

O Largo da Carioca








Nos tempos primitivos da cidade do Rio de Janeiro, existia uma lagoa (depois chamada de Santo Antonio) na qual vinham banhar-se índios mansos e beber a água bois de um curral existente ali perto. Esse local é hoje chamado de Largo da Carioca, cuja história está intimamente ligada ao Convento Santo Antonio. O Convento teve sua origem em uma pequena ermida nas margens da lagoa, que foi ocupada em 1592 pelos freis franciscanos. Para drenar a lagoa, os religiosos franciscanos abriram uma vala, cujo trajeto deu origem a uma nova via chamada Rua da Vala, atual Rua Uruguaiana. Em 1723 foi inaugurado no local o primeiro Chafariz da cidade, o Chafariz da Carioca, depois substituído por um outro, construído em 1750; após a lagoa ter sido drenada e aterrada, ambos passaram a ser abastecidos pelos aquedutos que vinham do Morro de Santa Teresa. Nos anos 50 do século XX, uma parte do Morro de Santo Antonio foi demolida para que fosse feito o Aterro do Flamengo, mas o setor onde estava localizado o Convento e as igrejas foi preservado. Grandes modificações foram feitas durante a década de 70, quando quase todos os antigos prédios que rodeavam o largo foram demolidos. O subsolo do Largo é agora ocupado por uma das maiores estações do metrô da cidade. Todo o trânsito de carros foi suprimido e o Largo hoje é reservado para pedestres. O Mosteiro e a Igreja de Santo Antônio têm sido bem conservados ao longo dos séculos, permanecendo no que restou do antigo Morro de Santo Antônio, hoje quase totalmente demolido.

24/06/2011

O Imperador Filósofo


O imperador Marco Aurelio foi ao mesmo tempo um governante exemplar (tendo posto à prova seus dotes militares frente aos numerosos inimigos que ameaçavam as fronteiras do império, desde a Partia até a Germânia) e um filósofo, que em sua obra "Meditações", escrita durante suas campanhas, nos revela seus pensamentos mais íntimos. Nos retratos antigos de Marco Aurelio, conhecemos bem seus traços: cabelos crespos, expressão melancólica, barba cerrada, apropriada aos filósofos e atitude resoluta. Em uma das máximas escritas em seu livro, conclui: "É ridículo não tentar evitar sua própria maldade, pois isso é possível, assim como é ridículo tentar evitar a maldade alheia, pois isso é impossível". Enfermo de peste, Marco Aurelio morreu em 17 de março de 180, aos 58 anos, em sua tenda às margens do rio Danúbio, durante uma de suas campanhas contra os bárbaros. Em seu último discurso, despediu-se dos generais e delegou o comando supremo a seu único filho homem - Cômodo - que, esquecendo o exemplo do pai, rapidamente se converteu em um déspota cruel e fanático pelos jogos do circo.

17/06/2011

Sinos


Herdado dos portugueses, o hábito de fazer ecoar os sinos para marcar acontecimentos importantes virou rotina nas cidades do período colonial. Os sinos e os relógios das igrejas alardeavam incêndios e davam o "Toque do Aragão", que anunciava a todos a hora de se recolher para suas casas. Na época, muitos ganhavam a vida como sineiros. Para anunciar o nascimento dos filhos de gente rica e abastada, pagava-se quatro vinténs e meia pataca. Se a criança fosse do sexo masculino, o sino da matriz ecoava nove vezes; já para o nascimento das meninas, os sineiros davam sete badaladas.

(Na foto, a Igreja de São Francisco de Paula, no Rio de Janeiro, em aproximadamente 1893 ou 1894. Vista tomada provavelmente da rua do Cano (atual Sete de Setembro). Em primeiro plano, telhados do casario, destacando-se a fachada de fundos da igreja (erguida entre 1759 e 1802).

12/06/2011

A Morte de Napoleão


A versão oficial da morte de Napoleão, baseada numa autópsia, é de que o imperador morreu no dia cinco de maio de 1821, aos 51 anos, devido a um câncer no estômago, exilado na Ilha da Santa Helena. Uma outra versão, conhecida como teoria da conspiração, diz que Napoleão teria sido envenenado pelos britânicos ou pelo seu confidente, o conde Charles de Montholon, que teria sido pago por franceses temerosos do retorno de Napoleão a Paris. A evidência científica da teoria da conspiração se baseia numa análise química feita em 2001 numa mecha de cabelos que teria sido recolhida após a morte de Napoleão. A análise registra traços de arsênio. Há uma lenda que diz que Napoleão foi enterrado sem o pênis, amputado horas depois de sua morte. Depois de 170 anos a relíquia apareceu nos Estados Unidos, guardada por John Lattimer, professor de Urologia da Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque. A amputação teria sido feita pelo médico francês Francesco Antommarchi, despachado para Santa Helena para cuidar do mal que acabou por matar Napoleão. Antommarchi, um anatomista que pouco entendia de doenças, irritou o intempestivo corso, que o recebia a cusparadas e insultos. "Foi a vingança do médico", disse Lattimer. Embora seja provável, não está provado que tenha sido o médico que fez a autópsia, Dr. Francesco Antommarchi, a subtrair o órgão genital de Napoleão. Na sala estavam presentes dezessete testemunhas, sete médicos ingleses, duas criadas de Napoleão, um padre de nome Vignali e ainda um servo árabe de nome Ali. Haveria, portanto, 29 suspeitos. Embora os rumores persistam até os dias de hoje, a tal amputação nunca foi comprovada.

02/06/2011

O Porto do Rio de Janeiro






Após ser descoberta pelos membros da expedição exploradora portuguesa de 1501, que a confundiram com a foz de um grande rio, denominado como "Rio de Janeiro", a Baía de Guanabara tornou-se o principal acesso à cidade do Rio de Janeiro durante séculos. No século XVIII, com o desenvolvimento da mineração, o Porto do Rio de Janeiro tornou-se o principal centro exportador e importador para as vilas de Minas Gerais, por onde saíam ouro e diamantes e entravam escravos e manufaturados, entre outros produtos. A partir de meados do século XIX, começaram a surgir planos de melhoramentos do porto para atender as necessidades sempre crescentes do seu comércio, tendo as obras sido iniciadas em 1889. Os jornais de 1904 descreveram o Porto do Rio de Janeiro como um sonho, o símbolo do renascimento da cidade. As obras transformaram o Rio, com a demolição de pelo menos três morros do Centro, o aterro de 1,7 milhão de metros quadrados da Baía de Guanabara e o prolongamento do Canal do Mangue. Passados cem anos do início da construção, o mesmo porto que nasceu como o ancoradouro mais importante da América Latina, transformou-se num gigante estrangulado pela explosão urbana e sucateado pela histórica falta de investimentos.