30 de abr de 2011

A Besta de Omaha



Para o soldado alemão Hein Severloh, o “mais longo dos dias” foi atirar com uma metralhadora por cerca de nove horas, sem intervalo, em soldados que desembarcavam na praia de Omaha, o setor americano do Dia D. Severloh estava seguro em um quase impenetrável bunker de concreto observando a praia. Sua visão das forças aliadas que desembarcavam estava totalmente desimpedida de obstáculos. Ele foi o último soldado alemão disparar um tiro na praia e estima-se que foi responsável por mais de 3.000 mortos ou feridos norte-americanos, quase três quartos de todas as baixas aliadas em Omaha Beach. Os ianques o chamaram de “A Besta de Omaha”... Então com 20 anos, o jovem soldado alemão engasgou quando viu o oceano. Ele enxergava uma muralha de navios aliados. “Meu Deus, como vou sair dessa?”, pensou. Hoje suas vítimas encontram-se enterradas no cemitério americano acima da praia francesa. O feito de Severloh no Dia D era considerado como confidencial pela Wehrmacht; hoje ele é um frágil e respeitado pensionista de 81 anos que vive em uma fazenda na vila de Metzingen, perto de Hamburgo. Diz não ter se recuperado dos sofrimentos que a guerra lhe provocou: " Não achei que sairia vivo de lá... Lutei pela minha vida... Eram eles ou eu, foi o que pensei."

28 de abr de 2011

Câncer na Pré-história

Quando escavaram uma colina de sepultamento na região russa de Tuva, há aproximadamente dez anos, os arqueólogos literalmente encontraram ouro. Encurvados no chão de uma sala interna havia dois esqueletos, um homem e uma mulher, cercados por indumentárias reais de 27 séculos atrás: toucas e mantos adornados com imagens de ouro de cavalos, panteras e outros animais sagrados. Mas para os paleopatologistas - estudiosos das doenças antigas -, o tesouro mais rico era a abundância de tumores em praticamente todos os ossos do corpo masculino. O diagnóstico: o caso de câncer na próstata mais antigo de que se tem notícia. Frequentemente considerado uma doença moderna, o câncer sempre esteve conosco. Onde os cientistas discordam é sobre o quanto ele foi amplificado pelos doces e amargos frutos da civilização. Ao longo das décadas, arqueólogos descobriram cerca de 200 casos possíveis de câncer datando de tempos pré-históricos. "Não existem razões para achar que o câncer é uma doença nova", disse Robert A. Weinberg, um pesquisador de câncer do Instituto Whitehead de Pesquisa Biomédica, em Cambridge, Massachusetts, e autor do livro didático "A Biologia do Câncer". "Em tempos passados, a doença era menos comum porque as pessoas acabavam morrendo cedo, por outros motivos".

17 de abr de 2011

A Quinta da Boa Vista






Negociante atacadista de muita iniciativa, enriquecido no tempo em que o comércio exterior do Brasil era monopólio da Metrópole, pôde Elias Antônio Lopes dar-se ao luxo de construir para o seu descanso uma casa-quinta. O terreno escolhido ficava numa elevação que se estendia das margens do rio Maracanã ao mar, entre a enseada de São Cristóvão e de Inhaúma, chamado Quinta da Boa Vista. Com a chegada da Família Real, Elias doou a sua propriedade a D. João VI transformando-a em residência do monarca. Para acomoda-lo, o casarão da Quinta, mesmo sendo vasto e confortável, precisava ser adaptado como residência real. Assim, passou por considerável reforma realizada por um arquiteto inglês; mais tarde, D. Pedro I manda fazer nova reforma e ampliação, adquirindo a chácara vizinha à Quinta. Após o casamento em 1817, D. Pedro e D. Leopoldina passam a residir na Quinta da Boa Vista. Também na Quinta cresceu e foi educado D. Pedro II promovendo várias reformas na propriedade, inclusive reformando e embelezando seus jardins, num projeto do paisagista francês Glaziou, em muito ainda preservado. Com o advento da República, a Quinta, após sediar a Constituinte de 1891, foi transformada em 1893 no Museu Nacional, transferido do Campo de Santana. Atualmente, a Quinta da Boa Vista funciona como um parque, abrigando o Jardim Zoológico da Cidade, o Museu da Fauna e, no palácio, o Museu Nacional, administrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

16 de abr de 2011

Vida de Professor

Na véspera de uma prova, 4 alunos resolveram chutar o balde: iriam viajar.

Faltaram à prova e então resolveram dar um "jeitinho". Voltaram à escola na terça, sendo que a prova havia ocorrido na segunda. Então dirigiram-se ao professor:

- Professor, fomos viajar, o pneu furou, não conseguimos consertá-lo, tivemos mil problemas e, por conta disso tudo, nos atrasamos mas gostaríamos de fazer a prova.

O professor, sempre compreensivo:

- Claro, vocês podem fazer a prova hoje à tarde, após o almoço.

E assim foi feito. Os rapazes correram para casa e se racharam de tanto estudar, na medida do possível. Na hora da prova, o professor colocou cada aluno em uma sala diferente e entregou a prova:

- Primeira pergunta, valendo 1 ponto: "Dê a definição de Mercantilismo".

Os quatro ficaram contentes pois haviam estudado o assunto. Pensaram que a prova seria muito fácil e que haviam conseguido se "dar bem". Mas aí veio a segunda pergunta:

- Valendo 9 pontos: "Qual dos quatro pneus furou?"

7 de abr de 2011

O Primeiro Homossexual?


Cientistas tchecos escavaram o que acreditam ser o esqueleto de um homem pré-histórico homossexual ou transexual que viveu entre 4.500 e 5.000 anos atrás. A equipe de pesquisadores da Sociedade Arqueológica Tcheca constatou que os restos --retirados de um sítio arqueológico neolítico em Praga-- indicam que o indivíduo, de sexo masculino, foi enterrado segundo ritos normalmente destinados às mulheres. Os restos são de um membro da cultura da cerâmica cordada, que viveu no norte da Europa na idade da Pedra, entre 2.500 a.C. e 2.900 a.C. Neste tipo de cultura, os homens normalmente são enterrados sobre o seu lado direito, com a cabeça virada para o oeste, juntamente com ferramentas, armas, comida e bebidas. As mulheres, normalmente sobre o seu lado esquerdo, viradas para o leste e rodeada de jóias e objetos de uso doméstico. O esqueleto foi enterrado sobre o seu lado esquerdo, com a cabeça apontando para o oeste e cercado de objetos de uso doméstico, como vasos. "A partir de conhecimentos históricos e etnológicos, sabemos que os povos neste período levavam muito a sério os rituais funerários, portanto é improvável que esta posição fosse um erro", disse a coordenadora da pesquisa, Kamila Remisova Vesinova. "É mais provável que ele tenha tido uma orientação sexual diferente."