7 de fev de 2011

Fenícios no Brasil?


Os fenícios estabeleceram-se nas margens orientais do Mediterrâneo, na fina e fértil faixa situada entre o mar e os montes Líbano e Antilíbano. A pequenez de seu território, a presença de vizinhos poderosos, e a existência de muita madeira de cedro (boa para a construção naval), nas florestas das montanhas, parecem ter sido fatores adicionais que orientaram a civilização fenícia para o mar. Visitaram as costas do norte da África e todo o sul da Europa, comerciaram na Itália, penetraram no ponto Euxino (mar Negro) e saíram pelas Colunas de Hércules (Estreito de Gibraltar), tocando o litoral atlântico da África e chegando até as ilhas do Estanho (Inglaterra). Há no Brasil indícios da passagem dos fenícios e tudo indica que eles concentraram sua atenção no nordeste. Subindo o rio Mearim, no Estado do Maranhão, na confluência dos rios Pindaré e Grajaú, encontramos o lago Pensiva, que outrora foi chamado Maracu. Neste lago, em ambas as margens, existem estaleiros de madeira petrificada, com grossos pregos e cavilhas de bronze. O pesquisador maranhense Raimundo Lopes escavou ali, no fim da década de 1920, e encontrou utensílios tipicamente fenícios. O professor austríaco Ludwig Schwennhagen acredita que os fenícios usaram o Brasil como base durante pelo menos oitocentos anos, deixando aqui, além das provas materiais, uma importante influência lingüística entre os nativos. Há, finalmente, a famosa inscrição da Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, bastante conhecida, que diz: "Aqui Badezir, rei de Tiro, primogênito de Jetbaal". Cartago, a maior das colônias da Fenícia, prosperou até herdar da antiga metrópole o comércio pelo mar. É Heródoto que nos conta que "o Senado de Cartago baixou decreto proibindo sob pena de morte que se continuassem fazendo viagens para esse lado do Atlântico" (Américas) "já que a contínua vinda de homens e de recursos estava despovoando a capital".

2 de fev de 2011

A Praça do Cinemas






Cinelândia é o nome popular da região do entorno da Praça Floriano Peixoto, no centro da cidade do Rio de Janeiro. A praça localizava-se num largo aberto durante as obras de construção da Avenida Central (atual avenida Rio Branco), ocupando parte do terreno do antigo Convento da Ajuda, construído em meados do século XVIII e demolido em 1911. A idéia de transformar a nova praça, cercada pelos prédios da Biblioteca Nacional, da Câmara Municipal, do antigo Supremo Tribunal Federal, do Palácio Monroe e do Teatro Municipal numa versão brasileira da Times Square, veio do empresário Francisco Serrador, um espanhol radicado no Brasil e proprietário de cassinos, cinemas, teatros e hotéis. O nome Cinelândia popularizou-se durante a década de 30, quando dezenas de boates, bares, restaurantes, cinemas e teatros instalaram-se na região, tornando-a referência em matéria de diversão popular. A Cinelândia foi também palco de algumas das mais importantes manifestações políticas da história do Brasil, como ocorreu em 26 de junho de 1968, quando uma multidão ali reunida saiu às ruas para protestar contra a ditadura militar.

Recomendação do dia: O livro "Memórias Estudantis - Da Fundação da UNE aos Nossos Dias", de Maria Paula Araujo, Ediouro Publicações, que resgata, preserva e difunde a memória do movimento estudantl, impedindo que essa grande história caia no esquecimento.